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Diu
O DIU (dispositivo intrauterino), é um método contraceptivo de longo prazo. Ele impede a gravidez ao dificultar a passagem dos espermatozoides e alterar o revestimento uterino.
O que é DIU?
O dispositivo intrauterino (DIU) é um método contraceptivo não oral, reversível e de longa duração. Trata-se de um pequeno dispositivo em formato de T, feito de plástico e/ou cobre, inserido no útero para prevenir a gravidez ao dificultar a fertilização. A duração varia de 3 a 10 anos, dependendo do tipo.
Também pode ser uma alternativa para pessoas com contraindicação ao uso de hormônios, como em casos de histórico de trombose ou câncer de mama.
Quais são os tipos de DIU?
Atualmente, existem três tipos principais de anticoncepcional DIU disponíveis no mercado:
DIU de cobre: é revestido com cobre e atua como espermicida, liberando íons de cobre que dificultam a fertilização. Também pode interferir na função dos óvulos e impedir a implantação do óvulo fertilizado no útero. Não contém hormônios e pode ser utilizado por cerca de 10 a 12 anos.
DIU de prata (cobre + prata): é semelhante ao DIU de cobre, mas possui um núcleo ou revestimento com prata, que ajuda a estabilizar o cobre e aumentar a durabilidade do dispositivo. A duração média é de cerca de 5 anos.
DIU hormonal: libera pequenas quantidades de hormônio diretamente no útero, o que leva ao espessamento do muco cervical e dificulta a passagem dos espermatozoides. Em alguns casos, também pode inibir a ovulação. O tempo de uso varia conforme a dose hormonal, ficando geralmente entre 3 e 8 anos.
Vantagens do DIU
O dispositivo intrauterino é uma opção contraceptiva que apresenta diversos benefícios para a saúde reprodutiva. Entre eles, podemos destacar como principais:
Alta eficácia na prevenção da gravidez, sendo um dos métodos com menor taxa de falha, atualmente.
Praticidade de uso, pois não requer manutenção diária ou semanal, como a pílula anticoncepcional e o adesivo contraceptivo.
Longa duração, podendo ser utilizado por vários anos de forma contínua, conforme o modelo escolhido.
Desvantagens do DIU
Embora ofereça diversos benefícios, vistos acima, o DIU também pode apresentar alguns pontos de atenção, principalmente em relação à:
Possíveis mudanças no ciclo menstrual, que podem variar conforme o tipo de dispositivo escolhido (cobre ou hormonal).
Possível desconforto durante a inserção, já que o dispositivo é colocado diretamente no útero por meio de um procedimento clínico.
Custo inicial mais elevado, maior do que o custo inicial de métodos como a pílula anticoncepcional, por exemplo.
Efeitos colaterais do DIU
O DIU pode causar alguns efeitos colaterais, que variam de pessoa para pessoa e costumam diminuir com o tempo, à medida que o organismo se adapta ao método. Os mais comuns são:
Aumento do fluxo menstrual, principalmente nos primeiros meses de uso.
Cólicas menstruais mais fortes, devido à adaptação do útero ao dispositivo.
Sangramento de escape, que geralmente ocorrem no início do uso.
Desconforto na inserção, como dor pélvica ou tontura logo após a colocação.
Existem restrições para quem pode usar DIU?
O uso do DIU pode ser contraindicado em casos de:
Infecções pélvicas ativas.
Malformações uterinas.
Câncer de colo do útero.
Sangramento vaginal anormal sem diagnóstico.
Gravidez confirmada ou suspeita.
Alergia ao cobre ou ao levonorgestrel.
Doença inflamatória pélvica atual ou recorrente.
História de doença inflamatória pélvica grave ou abscesso tubo-ovariano.
Distorção anatômica do útero.
Doença trofoblástica gestacional ativa, entre outras condições.
Para entender melhor como o DIU pode afetar o organismo e esclarecer qualquer contraindicação específica do seu caso, é importante buscar avaliação e acompanhamento médico.
Tire suas dúvidas sobre o DIU
Para complementar as informações apresentadas anteriormente e te ajudar a compreender melhor o funcionamento do DIU, respondemos a seguir às principais dúvidas sobre o método. Confira:
1. Quero colocar um DIU: qual o melhor deles?
Para definir qual DIU é mais adequado para cada caso, é essencial passar por uma consulta médica, preferencialmente ginecológica. Além disso, também é importante considerar o custo entre as opções de DIU, pensando em avaliar qual se encaixa melhor no orçamento.
2. Com quantos anos pode colocar o DIU?
Não há uma idade mínima oficial para uso, desde que já tenha ocorrido a primeira menstruação. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) indica o DIU como uma boa opção para adolescentes, especialmente por não depender do uso diário, como acontece com a pílula.
3. Quais as diferenças de efeitos colaterais: DIU de cobre vs. hormonal
Apesar de ambos os tipos de DIU compartilharem algumas reações adversas em comum, cada um pode apresentar efeitos colaterais específicos devido ao seu mecanismo de ação. Destacamos os principais deles a seguir:
DIU de cobre: efeitos colaterais
Mudanças no equilíbrio vaginal: o uso do dispositivo pode provocar alterações no ambiente vaginal em algumas pessoas.
Maior atividade uterina: o método pode estimular substâncias que intensificam as contrações do útero, podendo contribuir para desconforto menstrual.
Risco de queda nos níveis de ferro: perdas menstruais mais volumosas ao longo do tempo podem reduzir o estoque de ferro, especialmente sem acompanhamento nutricional.
Efeitos colaterais: DIU hormonal
Revestimento uterino mais fino: pode deixar a camada interna do útero mais fina, favorecendo pequenos sangramentos irregulares no início do uso.
Alterações na pele ou no cabelo: pode ocorrer aumento da oleosidade, acne ou queda de cabelo em pessoas mais sensíveis a hormônios.
Sensibilidade nas mamas: pode aparecer durante o período de adaptação hormonal e tende a ser passageira.
4. Qual o valor do DIU?
O valor do dispositivo intrauterino varia conforme a região e o tipo escolhido. De forma geral, o DIU de cobre costuma variar entre R$ 100 e R$ 250, enquanto o DIU hormonal normalmente fica entre R$ 800 e R$ 1.300.
Também é importante considerar que esses valores normalmente se referem apenas ao dispositivo. O procedimento de inserção, realizado em clínica ou hospital, costuma ser cobrado separadamente.
5. O DIU protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)?
Não! O DIU é um método contraceptivo que previne apenas a gravidez. Para reduzir o risco de contrair ou transmitir ISTs, é importante associar o uso do DIU ao preservativo, interno ou externo.
6. Quem tem HPV pode colocar o DIU?
De modo geral, a presença de HPV não impede o uso do DIU, pois a infecção isolada costuma não ser um impedimento para esse método contraceptivo. Ainda assim, a escolha deve ser feita com avaliação médica, considerando todas as características e necessidades de cada caso.
7. Qual a eficácia do DIU?
A proteção oferecida pelo DIU é extremamente alta, ultrapassando os 99%, fazendo dele uma das escolhas mais confiáveis para evitar uma gravidez. Dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) mostram que o tipo hormonal tem uma taxa de falha de apenas 0,2%, enquanto o DIU de cobre apresenta cerca de 0,8%.
8. Onde comprar DIU?
Caso já tenha decidido usar o DIU, é importante adquirir o dispositivo com segurança e, sempre que possível, com o melhor custo-benefício. Nas Farmácias Nissei, você encontra uma categoria completa com diferentes opções de DIU, de marcas confiáveis e com garantia de procedência.
Para complementar os cuidados com a saúde sexual, vale a pena conferir também a seleção de preservativos, lubrificantes íntimos e acessórios, que podem ajudar a tornar o cuidado íntimo mais completo no dia a dia.
Confira a disponibilidade desses e outros produtos acessando o site oficial das Farmácias Nissei, ou indo até a unidade Nissei mais próxima de você!
O DIU é um método contraceptivo seguro e eficaz, que oferece proteção de longo prazo contra a gravidez, com uma taxa de falha muito baixa. No entanto, é fundamental buscar orientação médica para obter a indicação do melhor tipo para você, considerando seu histórico médico e preferências pessoais.
MEDICAMENTOS DEVEM SER USADOS SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. SEU USO PODE TRAZER RISCOS. LEIA A BULA. EM CASO DE DÚVIDAS, PROCURE ORIENTAÇÃO MÉDICA OU FARMACÊUTICA. NA PRESENÇA DE ALGUM SINTOMA, REALIZE UMA CONSULTA MÉDICA.