O Clonazepam solução oral 2,5 mg/mL — frasco com 20 mL — é indicado para tratar crises epilépticas e espasmos infantis (Síndrome de West) em adultos e pediátricos. Em adultos, também é indicado para transtornos de ansiedade (incluindo transtorno do pânico e fobia social), para mania no transtorno afetivo bipolar e como adjuvante na depressão ansiosa, além de acatisia, síndrome das pernas inquietas, vertigem e síndrome da boca ardente.
Para que serve o Clonazepam
Clonazepam é usado principalmente para controlar crises epilépticas, incluindo espasmos infantis (Síndrome de West).
Em adultos também pode ser empregado em transtornos de ansiedade (como transtorno do pânico, fobia social e uso geral como ansiolítico), em fases de mania no transtorno bipolar, associado a antidepressivos na depressão ansiosa, para acatisia, síndrome das pernas inquietas, vertigem e distúrbios do equilíbrio, e na síndrome da boca ardente.
Como usar o Clonazepam
Tome por via oral, dissolvendo as gotas em um pouco de líquido não alcoólico; nunca administre as gotas diretamente na boca. A dose varia conforme a condição, a idade, a resposta clínica e a tolerabilidade, e deve começar baixa, aumentando só se o médico indicar.
Para crises epilépticas em adultos a dose inicial não deve exceder 1,5 mg/dia, dividida em 3 doses, e a dose máxima diária recomendada é 20 mg. Em recém-nascidos e crianças até 10 anos ou 30 kg a dose inicial é 0,01–0,03 mg/kg/dia (máx. 0,05 mg/kg/dia) em 2 ou 3 doses. Em crianças de 10 a 16 anos a dose inicial é 1–1,5 mg/dia em 2–3 doses, podendo chegar a 3–6 mg/dia conforme avaliação médica.
Para transtornos de ansiedade e outras indicações as faixas de dose variam conforme a condição, com exemplos: pânico início 0,5 mg/dia (2 doses); ansiolítico geral 0,25–4,0 mg/dia (uso comum 0,5–1,5 mg/dia); fobia social 0,25–6,0 mg/dia (uso comum 1,0–2,5 mg/dia); mania 1,5–8 mg/dia (uso comum 2–4 mg/dia); depressão associada 0,5–6,0 mg/dia (uso comum 2–4 mg/dia). A retirada deve ser gradual — não suspenda abruptamente.
Se estiver usando outros anticonvulsivantes ou tiver fígado comprometido, idosos ou crianças, siga orientação médica e use a menor dose eficaz.
Como o Clonazepam funciona
Clonazepam é um benzodiazepínico que reduz a atividade do sistema nervoso, com efeito anticonvulsivante, sedativo leve, relaxante muscular e tranquilizante.
Após uma dose oral a ação começa em 30–60 minutos e dura cerca de 6–8 horas em crianças e 8–12 horas em adultos.
Contraindicações e advertências do Clonazepam
Você não deve usar clonazepam se tiver alergia ao clonazepam ou a qualquer excipiente, insuficiência respiratória grave, comprometimento hepático grave ou glaucoma agudo de ângulo fechado. Para tratamento do pânico é contraindicado em pacientes com histórico de apneia do sono.
Informe ao médico se tiver problemas nos rins ou fígado, distúrbio neuromuscular ou respiratório, porfiria, ataxia, intolerância à galactose ou deficiência de lactase, histórico de abuso de álcool/drogas ou sinais de depressão/ideação suicida.
- Evite álcool e outros depressores do sistema nervoso central — a combinação pode causar sedação grave, coma ou depressão respiratória.
- O uso pode causar dependência; a interrupção abrupta pode provocar sintomas de abstinência e convulsões.
- Evite dirigir ou operar máquinas enquanto estiver sob tratamento.
- Em gestantes e lactantes o uso só deve ocorrer se indicado expressamente pelo médico, pois pode prejudicar o bebê; amamentação deve ser descontinuada se o tratamento for necessário.
Se ocorrerem reações paradoxais (ex.: agitação, agressividade, confusão) ou perda de memória, fale com seu médico — pode ser preciso interromper o medicamento.
Efeitos colaterais do Clonazepam (reações adversas)
As reações mais comuns (≥ 5%) observadas em estudos incluem sonolência, dor de cabeça, infecções das vias respiratórias superiores, cansaço, gripe, depressão, vertigem, irritabilidade, insônia, perda de coordenação, náusea, tontura, sinusite e dificuldade de concentração.
Após a comercialização foram relatados, entre outros, reações alérgicas (raras), alterações psiquiátricas (amnésia, alucinações, psicose, ideação suicida e reações paradoxais como agitação), lentificação, ataxia, visão dupla, eventos cardiovasculares, depressão respiratória, alterações gastrointestinais, reações cutâneas, fraqueza muscular, problemas urinários, alterações da libido, quedas e fraturas, e alterações em exames laboratoriais.
Informe seu médico, dentista ou farmacêutico se perceber qualquer efeito indesejado durante o uso.
Interações medicamentosas do Clonazepam
Clonazepam pode interagir com vários medicamentos e substâncias que diminuem a atividade do sistema nervoso ou atuam no sistema nervoso central.
- Depressores do sistema nervoso central e álcool (potencializam sedação e depressão respiratória).
- Antidepressivos, medicamentos para dormir, alguns analgésicos, antipsicóticos, outros ansiolíticos e anticonvulsivantes.
- Medicamentos para o estômago.
O suco de toranja pode aumentar o efeito do clonazepam. Informe sempre o médico sobre todos os medicamentos que toma — inclusive sem receita.
Clonazepam na gravidez e amamentação
Não use clonazepam na gravidez sem orientação médica. Só deve ser usado se houver indicação absoluta e os benefícios superarem os riscos ao feto.
O uso em doses elevadas no último trimestre ou no parto pode causar alterações no bebê, como batimentos cardíacos irregulares, hipotermia, diminuição do tônus muscular, depressão respiratória e dificuldade de sucção. Suspender ou iniciar clonazepam na gestação pode agravar a epilepsia; informe seu médico se estiver grávida, tentando engravidar ou amamentando.
Superdose e dose esquecida do Clonazepam
Em superdose, os benzodiazepínicos costumam causar sonolência, falta de coordenação, confusão e lentidão; em casos mais graves pode ocorrer depressão cardiorrespiratória, apneia e coma, especialmente se combinados com outros depressores.
Procure socorro médico imediato em caso de ingestão em excesso e, se possível, leve a embalagem. O tratamento consiste em monitorar sinais vitais e medidas de suporte conforme orientação médica; flumazenil não é indicado em pacientes epilépticos tratados com benzodiazepínicos.
Se esquecer uma dose, não dobre a próxima; retome o esquema normal e, em caso de dúvida, consulte seu médico ou farmacêutico.
Composição do Clonazepam
Cada mL da solução oral contém clonazepam 2,5 mg em veículo q.s.p. com ácido acético, aromas (laranja e pêssego), sacarina sódica di-hidratada e propilenoglicol.
Equivalência: 1 mL = 25 gotas e 1 gota = 0,1 mg.
Como guardar o Clonazepam
Guarde em temperatura ambiente entre 15 e 30ºC, na embalagem original e fora do alcance das crianças. Não utilize após a data de validade e confira o aspecto do produto antes de usar; se houver alteração, consulte o farmacêutico.
O produto é uma solução límpida, incolor a levemente amarelada, com sabor e odor de pêssego e laranja. Verifique o lacre inviolável da tampa antes de receber o frasco.
Dizeres legais
VENDA SOB PRESCRIÇÃO - O ABUSO DESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA
Registro: 1.8326.0263
Registrado por:
Sanofi Medley Farmacêutica Ltda.
Rua Conde Domingos Papaiz, 413 – Suzano – SP
CNPJ 10.588.595/0010-92
Produzido por:
Opella Healthcare Brazil Ltda.
Rua Conde Domingos Papaiz, 175 – Suzano – SP
Indústria Brasileira
IB300920A
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 30/09/2020.
Venda sob prescrição médica.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
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