O Nypram comprimido revestido 20 mg é usado para tratar a depressão e, após melhora, prevenir a recorrência dos sintomas associados a essa doença. Também é usado em tratamento de manutenção para depressão recorrente e é eficaz no tratamento do transtorno do pânico, com ou sem agorafobia, e do transtorno obsessivo‑compulsivo (TOC).
Para que serve o Nypram
Nypram é indicado para tratar a depressão, prevenir a volta dos sintomas em tratamentos longos e também tratar transtorno do pânico (com ou sem agorafobia) e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Ele pode ser usado como terapia de manutenção em pacientes com depressão recorrente para reduzir o risco de novos episódios.
Como usar o Nypram
Tome Nypram por via oral, uma vez ao dia, com ou sem alimentos; engula o comprimido com água sem mastigar.
Posologia e ajuste conforme a condição e resposta:
- Depressão: dose usual de 20 mg uma vez ao dia; pode ser aumentada até 40 mg/dia conforme necessidade clínica.
- Transtorno do pânico: iniciar com 10 mg na primeira semana, depois 20 mg/dia; pode subir até 40 mg/dia se necessário. A resposta máxima costuma ocorrer por volta de 3 meses.
- TOC: iniciar com 20 mg/dia; aumentar até 40 mg/dia conforme resposta.
- Idosos (>65 anos): reduzir para metade da dose recomendada (por exemplo, 10–20 mg/dia); dose máxima em idosos 20 mg/dia.
- Comprometimento renal leve a moderado: não é necessário ajuste; informação insuficiente para clearance < 30 mL/min.
- Comprometimento hepático leve a moderado: iniciar com 10 mg/dia nas primeiras duas semanas; aumentar até 20 mg/dia conforme resposta. Em insuficiência hepática grave, ajustar com cuidado.
- Metabolizadores pobres de CYP2C19: recomenda-se iniciar com 10 mg/dia por duas semanas; até 20 mg/dia conforme resposta.
O efeito antidepressivo costuma começar entre 2 e 4 semanas; mantenha o tratamento pelo período indicado pelo médico — tipicamente até 6 meses após melhora, podendo se estender por anos em depressão recorrente. Evite interromper abruptamente: reduza a dose gradualmente ao longo de 1–2 semanas para reduzir sintomas de descontinuação.
Como o Nypram funciona
Nypram (citalopram) atua inibindo a recaptação de serotonina (5‑HT) no cérebro, aumentando a disponibilidade desse neurotransmissor; é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) com pouca afinidade por outros receptores.
Em estudos, a administração de 20 mg/dia aumentou o QTc em cerca de 7,5 ms e doses maiores demonstraram aumento maior. O citalopram é quase completamente absorvido (Tmáx médio ~3 horas) com biodisponibilidade ~80% e meia‑vida de eliminação de aproximadamente um dia e meio.
Ele é extensamente metabolizado no fígado em metabólitos ativos e inativos; a biotransformação envolve CYP2C19 (~38%), CYP3A4 (~31%) e CYP2D6 (~31%). A cinética é linear e concentrações em estado de equilíbrio aparecem em 1–2 semanas. Em idosos e em insuficiência hepática a eliminação é mais lenta, aumentando a meia‑vida e as concentrações plasmáticas.
Contraindicações e advertências do Nypram
Nypram não deve ser usado por quem tem hipersensibilidade ao citalopram ou a qualquer componente da fórmula, nem em combinação com IMAOs, pimozida ou linezolida; também é contraindicado em pacientes com prolongamento do intervalo QT congênito.
- Não usar em crianças e adolescentes < 18 anos, salvo decisão médica e monitorização rigorosa.
- Grávidas só devem usar com avaliação cuidadosa do risco/benefício; contém lactose — evite se tiver intolerância hereditária à galactose, deficiência de lactase ou má absorção de glucose‑galactose.
- Riscos e precauções importantes: aumento do risco de pensamentos e comportamentos suicidas no início do tratamento (especialmente <25 anos); síndrome serotoninérgica quando combinado com outros medicamentos serotoninérgicos; hiponatremia, principalmente em idosos; agravamento inicial da ansiedade em transtorno do pânico; mania em pacientes com transtorno bipolar; convulsões — descontinuar se ocorrerem.
- Risco aumentado de sangramento ao usar com anticoagulantes, AINEs ou outros medicamentos que afetam a função plaquetária.
- Prolongamento do intervalo QT e arritmias foram relatados, especialmente em pacientes com fatores de risco (sexo feminino, hipocalemia, doença cardíaca, uso concomitante de outros fármacos que prolongam QT). Considere ECG e correção eletrolítica antes de iniciar em pacientes de risco.
- Cautela ao dirigir ou operar máquinas até conhecer como o medicamento afeta você.
Se surgirem sintomas graves ou sinais de arritmia, convulsões, piora psiquiátrica ou reação alérgica, procure atendimento médico imediatamente.
Efeitos colaterais do Nypram (reações adversas)
As reações adversas ao citalopram tendem a ser moderadas e transitórias, mais comuns nas primeiras semanas. As mais relatadas incluem náusea, insônia, sonolência, sudorese, boca seca, diarreia, tremores e fadiga.
Outras reações observadas (não exaustivo) incluem:
- Alterações psiquiátricas: ansiedade, agitação, diminuição da libido, ideação suicida (ver advertências), mania em casos raros.
- Sistema nervoso: tontura, parestesia, acatisia, convulsões (raro), síndrome serotoninérgica (raro).
- Cardíacas e vasculares: taquicardia, bradicardia, hipotensão ortostática, prolongamento do QT e arritmias (incluindo Torsade de Pointes).
- Sangramento e hematológicos: relatos de hemorragias gastrointestinais e outros sangramentos, trombocitopenia (raro).
- Gastrointestinais: náusea, vômitos, constipação, boca seca.
- Reações cutâneas: prurido, urticária, alopécia e, raramente, angioedema.
- Outros: alterações das enzimas hepáticas, retenção urinária, dores musculares e fadiga.
Estudos mostram aumento do risco de fraturas ósseas em pacientes mais velhos tratados com ISRS. Sintomas de descontinuação são comuns se o tratamento for interrompido abruptamente; reduzir a dose gradualmente. Notifique eventos adversos ao sistema de vigilância apropriado (VigiMed).
Interações medicamentosas do Nypram
Citalopram interage com vários medicamentos; algumas combinações são contraindicadas e outras exigem precaução devido ao risco de síndrome serotoninérgica, hemorragia ou prolongamento do QT.
- Contraindicações: IMAOs (incluindo selegilina acima de 10 mg/dia), pimozida e linezolida (salvo monitorização muito próxima).
- Medicamentos serotoninérgicos (triptanos, tramadol, triptofano, alguns opioides): risco aumentado de síndrome serotoninérgica — evitar ou usar com muita cautela.
- Erva de São João (Hypericum perforatum): não combinar; aumenta reações adversas.
- Anticoagulantes e fármacos que afetam plaquetas (AINEs, ácido acetilsalicílico, ticlopidina etc.): aumento do risco de sangramento.
- Medicamentos que prolongam o QT (certos antiarrítmicos, antipsicóticos, alguns antibióticos e antimaláricos): possível efeito aditivo sobre o QT — avaliar risco antes de associar.
- Interações farmacocinéticas relevantes: cimetidina pode aumentar níveis de citalopram — cautela; citalopram pode aumentar concentrações de metoprolol e desipramina, exigindo monitorização ou ajuste.
Informe seu médico sobre todos os medicamentos, inclusive fitoterápicos, para avaliar riscos de interação.
Nypram na gravidez e amamentação
Nypram está na categoria de risco B para gravidez: não há evidência clara de malformação, mas deve ser usado durante a gestação somente se claramente necessário, após avaliação do risco/benefício.
Recém‑nascidos expostos no final da gravidez devem ser observados para sintomas respiratórios, dificuldades de alimentação, tremor, irritabilidade e outros sinais que podem refletir efeitos serotoninérgicos ou descontinuação. Há também associação observacional entre uso de ISRS no final da gravidez e hipertensão pulmonar persistente no recém‑nascido (risco estimado em estudos de cerca de 5 por 1.000 gestações versus 1–2 por 1.000 na população geral).
O citalopram passa para o leite materno em baixa quantidade (estimativa ~5% da dose maternal em mg/kg); observar o lactente e usar com cautela.
Superdose e dose esquecida do Nypram
Em caso de superdose de Nypram, foram relatados convulsões, arritmias (incluindo Torsade de Pointes), prolongamento do QT, coma, vômitos, tremores, alterações da pressão e de ritmo cardíaco, síndrome serotoninérgica e outros sintomas graves.
Não existe antídoto específico; o tratamento é de suporte e sintomático. Medidas possíveis incluem lavagem gástrica, carvão ativado, suporte respiratório, monitorização cardíaca (ECG) e correção de eletrólitos. Em caso de intoxicação, ligue 0800 722 6001 para orientação.
Se você esquecer uma dose: omita a dose perdida e retome o esquema habitual. Não dobre a dose no dia seguinte.
Composição do Nypram
Cada comprimido revestido contém bromidrato de citalopram equivalente a 20 mg de citalopram.
- Bromidrato de citalopram — 24,99 mg (equivalente a 20 mg de citalopram).
- Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, copovidona, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol e dióxido de titânio.
Conserve a embalagem para consulta à composição completa se necessário.
Como guardar o Nypram
Conserve Nypram em temperatura ambiente entre 15 °C e 30 °C, protegido da luz e da umidade. O prazo de validade é de 24 meses desde a fabricação.
O comprimido de 20 mg é circular, revestido e sulcado, branco a levemente amarelado, e pode ser partido; a metade não utilizada deve ser guardada na embalagem original e usada no máximo em 2 dias.
Mantenha fora do alcance das crianças e não use o medicamento com prazo de validade vencido.
Dizeres legais
Registro MS: 1.2568.0303.013-8
MS - 1.2568.0303
Farmacêutico Responsável: Dr. Luiz Donaduzzi
CRF-PR 5842
Registrado e fabricado por:
PRATI, DONADUZZI & CIA LTDA
Rua Mitsugoro Tanaka, 145
Centro Industrial Nilton Arruda - Toledo – PR
CNPJ 73.856.593/0001-66
Indústria Brasileira
CAC - Centro de Atendimento ao Consumidor
0800-709-9333
cac@pratidonaduzzi.com.br
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VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA
PROIBIDA VENDA AO COMÉRCIO
Venda sob prescrição médica, com retenção da receita.
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