A Olanzapina comprimido revestido 5 mg (embalagem com 30 comprimidos) é indicada para tratamento agudo e de manutenção da esquizofrenia e de outros transtornos mentais (psicoses) em adultos, abrangendo sintomas positivos e negativos. Também é indicada, em monoterapia ou em combinação com lítio ou valproato, para episódios de mania aguda ou mistos do transtorno bipolar e para reduzir recorrência e prolongar intervalos entre episódios.
Para que serve a Olanzapina
Olanzapina é usada em adultos para tratar esquizofrenia e outras psicoses, aliviando sintomas como delírios, alucinações, isolamento e empobrecimento da fala. Também é indicada para episódios de mania aguda ou mistos do transtorno bipolar e para reduzir a recorrência desses episódios.
Pode ser usada sozinha ou junto com lítio ou valproato no tratamento da mania. O uso continuado ajuda a manter a melhora clínica em pacientes que responderam inicialmente.
Como usar a Olanzapina
Tome Olanzapina por via oral, com ou sem alimentos, seguindo a orientação do seu médico. Não parta, abra ou mastigue o comprimido.
As doses variam conforme a condição tratada e a resposta clínica; o médico ajustará entre 5 mg e 20 mg por dia.
- Esquizofrenia: dose inicial de 10 mg uma vez ao dia; ajuste entre 5 e 20 mg conforme resposta.
- Mania aguda (monoterapia): dose inicial de 15 mg uma vez ao dia; em combinação com lítio ou valproato, iniciar em 10 mg uma vez ao dia; ajustar entre 5 e 20 mg conforme necessidade, com aumentos feitos no mínimo a cada 24 horas quando indicado.
- Prevenção de recorrência no transtorno bipolar: pacientes que já estavam em tratamento devem continuar na mesma dose; para quem está em remissão, dose inicial sugerida de 10 mg/dia, com ajuste entre 5 e 20 mg conforme avaliação clínica.
- Idosos ou pacientes com insuficiência hepática moderada ou insuficiência renal grave: considerar dose inicial mais baixa de 5 mg/dia e cautela ao aumentar.
Siga sempre os horários e a duração prescritos e não interrompa o tratamento sem orientação médica.
Como a Olanzapina funciona
Olanzapina é um antipsicótico que age no sistema nervoso central e melhora sintomas de esquizofrenia, psicoses e episódios de mania ou mistos no transtorno bipolar. Também ajuda a prevenir novas fases maníacas ou depressivas no bipolar.
O mecanismo preciso de ação é desconhecido, mas melhorias iniciais podem ser observadas já na primeira semana em doses entre 5 e 20 mg diários, e para mania geralmente com pelo menos 15 mg/dia.
Contraindicações e advertências da Olanzapina
Você não deve usar Olanzapina se for alérgico à olanzapina ou a qualquer componente da fórmula.
Existem várias precauções importantes que seu médico deve avaliar antes e durante o tratamento.
- Sinais de síndrome neuroléptica maligna (febre alta, rigidez, confusão) exigem suspensão imediata.
- Movimentos involuntários persistentes (discinesia tardia) podem ocorrer; relate qualquer movimento anormal.
- Síndrome DRESS (erupção cutânea com febre, aumento de eosinófilos e comprometimento de órgãos) requer descontinuação se suspeitada.
- Use com cautela se houver histórico de convulsões, aumento da próstata, íleo paralítico, glaucoma de ângulo estreito, alterações hematológicas, doenças hepáticas ou uso de medicamentos hepatotóxicos.
- Monitore glicemia e lipídios em pacientes com diabetes ou risco de diabetes; alterações nos níveis de colesterol, triglicérides e glicose foram observadas.
- Em idosos com demência psicótica, a olanzapina não está aprovada e houve aumento de eventos adversos, incluindo AVCs e mortalidade.
- Hipotensão ortostática pode ocorrer, especialmente no início; iniciar com 5 mg/dia pode reduzir este risco.
- Evite dirigir ou operar máquinas enquanto houver sonolência ou prejuízo da capacidade de reação.
- Contém lactose e dióxido de titânio; informe alergias/intolerâncias.
Informe seu médico sobre gravidez, amamentação, uso de outros medicamentos e fatores como tabagismo, pois eles influenciam o manejo.
Efeitos colaterais da Olanzapina (reações adversas)
Diversos efeitos adversos foram relatados com Olanzapina; alguns são comuns e outros raros. Informe seu médico ao notar reações inesperadas.
Reações por frequência observadas:
- Muito comuns (>10%): ganho de peso (incluindo aumento >7% do peso corporal), hipotensão ortostática, sonolência, aumento da prolactina, elevação de colesterol, triglicérides e glicose em jejum.
- Comuns (1–10%): fadiga, febre, ganho de peso >15%, constipação, boca seca, aumento do apetite, edema periférico, dor nas articulações, inquietação motora (acatisia), tontura, elevação de enzimas hepáticas, leucopenia e eosinofilia.
- Incomuns (0,1–1%): fotossensibilidade, bradicardia, distensão abdominal, hipersecreção salivar, perda de memória, síndrome das pernas inquietas, epistaxe e gagueira.
Reações raras e muito raras incluem hepatite, convulsões, reações alérgicas graves, pancreatite, trombocitopenia, rabdomiólise, priapismo, entre outras listadas na bula. Em idosos com demência, ocorreram marcha anormal, quedas, incontinência e pneumonia com maior frequência.
Interações medicamentosas da Olanzapina
Olanzapina pode interagir com várias substâncias e requer cautela ao combinar com outros medicamentos ou álcool.
- Interage com inibidores ou indutores do citocromo P450, incluindo inibidores potentes da CYP1A2.
- Medicamentos que podem interagir: carbamazepina, carvão ativado, fluoxetina e fluvoxamina.
- Use cuidado ao associar a drogas que agem no sistema nervoso central, incluindo álcool; tabagismo pode reduzir a efetividade da olanzapina.
Informe seu médico ou cirurgião-dentista sobre todos os medicamentos, inclusive sem prescrição e fitoterápicos, antes de começar ou interromper Olanzapina.
Olanzapina na gravidez e amamentação
Não há estudos adequados em mulheres grávidas; a olanzapina só deve ser usada na gravidez se os benefícios justificarem os possíveis riscos ao feto. Informe seu médico se estiver grávida ou planeja engravidar.
Olanzapina é excretada no leite materno; recomenda-se que mulheres que recebem o medicamento não amamentem, salvo avaliação e acompanhamento médicos.
Superdose e dose esquecida da Olanzapina
Em caso de superdose, os sinais mais comuns incluem taquicardia, agitação, fala alterada, sintomas extrapiramidais e diminuição do nível de consciência até coma. Podem ocorrer convulsão, síndrome neuroléptica maligna, depressão respiratória, arritmias e parada cardiorrespiratória.
Não há antídoto específico; não induza vômito. Procure imediatamente atendimento médico e, se possível, leve a embalagem ou bula. Em caso de dúvida, ligue para 0800 722 6001.
Se esquecer uma dose, tome assim que lembrar. Se estiver próximo do horário da dose seguinte, pule a dose perdida; não dobre doses e não ultrapasse a dose diária prescrita. Não interrompa o tratamento de forma abrupta, pois podem ocorrer suor, náusea e vômito.
Composição da Olanzapina
Cada comprimido revestido contém olanzapina nas doses de 2,5 mg, 5 mg ou 10 mg, além de excipientes.
- Excipientes incluem: celulose microcristalina, lactose monoidratada, poloxâmer, crospovidona, dióxido de silício, estearato de magnésio, álcool polivinílico, dióxido de titânio, macrogol e talco.
- Atenção: contém lactose e dióxido de titânio (corante que pode causar reações alérgicas).
Consulte seu farmacêutico se tiver intolerância a algum componente.
Como guardar a Olanzapina
Guarde Olanzapina em temperatura ambiente entre 15°C e 30°C, protegido da luz e umidade, e mantenha na embalagem até o uso.
Não utilize o medicamento após a data de validade e mantenha fora do alcance das crianças. Antes de usar, verifique o aspecto; se notar alteração, consulte o farmacêutico.
Dizeres legais
Registro: 1.0235.1006
Registrado e produzido por: EMS S/A.
Rod. Jornalista Francisco Aguirre Proença, KM 08
Bairro Chácara Assay
Hortolândia/SP – CEP: 13186-901
CNPJ: 57.507.378/0003-65
Indústria Brasileira
Ou
Para a concentração de 5 mg e 10 mg
Produzido por: NOVAMED FABRICAÇÃO DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS LTDA.
Manaus/AM
VENDA SOB PRESCRIÇÃO – COM RETENÇÃO DE RECEITA
SAC: 0800-019 19 14
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 28/03/2022.
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Venda sob prescrição médica.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
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