O Triazol® cápsula dura 150 mg é indicado para o tratamento de candidíase vaginal aguda e recorrente, balanite por Candida e dermatomicoses. Também é indicado como profilaxia para reduzir candidíase vaginal recorrente e no tratamento de onicomicoses e outras infecções por fungos do gênero Candida.
Para que serve o Triazol
Triazol® é um antifúngico usado para tratar várias infecções causadas por fungos do gênero Candida e por dermatófitos.
- Candidíase vaginal aguda e de repetição (recorrente).
- Balanite por Candida (infecção da glande).
- Dermatomicoses na pele e anexos, como tinea pedis, corporis, cruris e onicomicoses (infecções de unha).
O médico decide quando e por quanto tempo o tratamento é necessário.
Como usar o Triazol
Use Triazol® exatamente como o médico indicou; a duração depende do tipo de infecção.
Posologia descrita na bula:
- Dermatomicoses e infecções por Candida da pele: 1 dose oral única semanal de 150 mg, geralmente por 2 a 4 semanas, podendo chegar a 6 semanas em alguns casos.
- Onicomicose (unha): 1 dose oral única semanal de 150 mg até que a unha infectada seja substituída pelo crescimento (mãos: 3–6 meses; pés: 6–12 meses, variável).
- Candidíase vaginal e balanite por Candida: 1 dose oral única de 150 mg.
- Candidíase vaginal recorrente: 1 dose única mensal de 150 mg por 4 a 12 meses; algumas pacientes podem precisar de esquema mais frequente.
Não recomendado em crianças <18 anos ou idosos >60 anos sem supervisão médica. Pode ser necessário ajuste em insuficiência renal. Não parta, abra ou mastigue a cápsula.
Como o Triazol funciona
Triazol® age impedindo o crescimento dos fungos, ao inibir a síntese de certos esteróis essenciais para eles.
É bem absorvido por via oral; a presença de alimento não altera sua absorção. Os níveis sanguíneos são atingidos cerca de 0,5 a 1,5 hora após a administração.
Contraindicações e advertências do Triazol
Você não deve usar Triazol® se for alérgico ao fluconazol, a outros azóis ou a qualquer componente da fórmula, ou se tiver síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
- Contraindicado o uso concomitante com cisaprida, astemizol, pimozida, quinidina, eritromicina e terfenadina (risco de alterações graves do ritmo cardíaco).
- Não use se tiver síndrome congênita do QT longo, histórico de arritmia ou episódios prévios de ritmo cardíaco anormal.
- Informe caso tenha bradicardia, insuficiência cardíaca, ou níveis baixos de potássio ou magnésio.
- Requer cuidado e monitorização em disfunção hepática; pode causar danos ao fígado.
- Foram relatadas reações cutâneas graves (incluindo DRESS); em caso de lesões na pele suspenda e procure atendimento.
Informe seu médico sobre doenças graves (coração, rins, fígado) e sobre todos os medicamentos em uso antes de iniciar Triazol®.
Efeitos colaterais do Triazol (reações adversas)
Podem ocorrer efeitos indesejáveis durante o tratamento com Triazol®; informe seu médico se notar algo suspeito.
Reações relatadas, por frequência:
- Comuns (1%–10%): cefaleia, dor abdominal, diarreia, náuseas, vômitos, elevação de enzimas hepáticas e rash cutâneo.
- Incomuns (0,1%–1%): insônia, sonolência, convulsões, tontura, parestesia, alteração do paladar, dispepsia, flatulência, boca seca, colestase, icterícia, aumento da bilirrubina, prurido, urticária, sudorese aumentada, erupção medicamentosa, mialgia, fadiga, mal-estar, astenia e febre.
- Raras (0,01%–0,1%): agranulocitose, leucopenia, neutropenia, trombocitopenia, anafilaxia, angioedema, alterações lipídicas, hipocalemia, tremores, Torsade de Pointes, prolongamento do QT, toxicidade hepática (incluindo casos fatais), insuficiência hepática, necrose hepatocelular, hepatite, necrólise epidérmica tóxica, síndrome de Stevens-Johnson, pustulose exantematosa generalizada aguda, dermatite esfoliativa, edema facial e alopecia.
Reações com frequência não conhecida: DRESS (reações com eosinofilia e sintomas sistêmicos). Procure atendimento imediato se tiver sintomas graves, especialmente sinais de problema hepático, reações alérgicas ou alterações cardíacas.
Interações medicamentosas do Triazol
Triazol® pode alterar a concentração ou os efeitos de muitos outros medicamentos; informe seu médico sobre tudo o que usa.
- Anticoagulantes (ex.: varfarina): risco aumentado de sangramento.
- Benzodiazepínicos: aumento de efeitos e das concentrações plasmáticas.
- Cisaprida, astemizol, pimozida, quinidina, eritromicina, terfenadina: contraindicados (risco de arritmia).
- Celecoxibe, ciclosporina, tacrolimo, amiodarona, lemborexante, hidroclorotiazida, teofilina: podem ter suas concentrações aumentadas ou efeitos alterados; alguns exigem cautela ou evitar coadministração.
- Estatinas (ex.: sinvastatina, atorvastatina): aumento do risco de miopatia/rabdomiólise.
- Rifampicina pode reduzir níveis de Triazol®; rifabutina pode causar uveíte.
- Diversos outros medicamentos metabolizados pelo fígado (p.ex. fenitoína, zidovudina, sirolimo, metadona, carbamazepina, antidepressivos tricíclicos, certos imunossupressores e antineoplásicos) podem ter suas concentrações aumentadas.
- Ibrutinibe, olaparibe, ivacaftor, lurasidona, tolvaptano e outros citados requerem ajustes de dose ou evitamento conforme avaliação médica.
Consulte o médico sempre que for prescrever ou introduzir um novo medicamento durante o uso de Triazol®.
Triazol na gravidez e amamentação
Informe o médico se suspeitar de gravidez; o uso de Triazol® deve ser evitado na gestação, salvo em situações graves onde o benefício supere o risco.
Devem ser usadas medidas contraceptivas eficazes durante o tratamento e por aproximadamente uma semana após a última dose. Foram relatados aborto espontâneo e malformações associadas ao uso de 150 mg no primeiro trimestre.
Triazol® passa para o leite materno; o uso durante a amamentação é contraindicado e a doação de leite também é desaconselhada. A amamentação não é recomendada após uso repetido ou altas doses.
Superdose e dose esquecida do Triazol
Se tomar dose muito alta de Triazol® pode ocorrer alucinações e comportamento paranoide; procure socorro médico imediatamente.
Em caso de superdose, o tratamento é sintomático e pode incluir medidas de suporte, lavagem gástrica, aumento da diurese e, se necessário, hemodiálise. Leve a embalagem e, se precisar, contate o serviço indicado na bula.
Se esquecer uma dose, tome assim que lembrar. Se estiver próximo do horário da próxima dose, pule a esquecida; não duplique a dose para compensar. Em dúvidas, consulte farmacêutico ou médico.
Composição do Triazol
Cada cápsula contém 150 mg de fluconazol como princípio ativo.
- Excipientes: lactose, croscarmelose sódica e estearato de magnésio.
Não use se tiver alergia a qualquer componente da fórmula.
Como guardar o Triazol
Guarde Triazol® em temperatura ambiente (15–30°C), protegido da umidade, na embalagem original.
Mantenha fora do alcance de crianças e não utilize o medicamento com prazo de validade vencido. Antes de usar, verifique o aspecto: cápsula de gelatina corpo branco e tampa azul claro, com pó branco a levemente amarelado; se notar alteração, consulte o farmacêutico.
Dizeres legais
Registro: 1.0974.0056
Registrado e produzido por:
Biolab Sanus Farmacêutica Ltda.
Av Paulo Ayres, 280 - Taboão da Serra - SP
CEP: 06767-220
CNPJ 49.475.833/0001-06
SAC 0800 724 6522
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
Venda sob prescrição médica.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 17/11/2025, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
Nunca se automedique. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. Em caso de dúvidas sobre este medicamento, fale com o farmacêutico responsável da Farmácias Nissei.
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