O Mytedom® comprimido 5 mg é indicado para alívio da dor aguda e crônica intensa que requer controle por mais de 24 horas quando outros analgésicos não trouxeram melhora; também é indicado para tratamento de desintoxicação e para terapia de manutenção temporária de adictos em narcóticos, em conjunto com serviços médicos e sociais adequados. Seu uso apresenta limitações devido ao risco de adição e ao potencial de abuso.
Para que serve o Mytedom
Mytedom® é indicado para controlar dores moderadas a intensas quando outros analgésicos não foram eficazes e para tratamento e manutenção em programas de desintoxicação/dependência de narcóticos, sempre com acompanhamento médico e de serviços sociais.
Também existe formulação para uso injetável com indicações semelhantes para dor moderada a forte e para desintoxicação quando a via oral não é possível.
Como usar o Mytedom
Use Mytedom® apenas conforme orientação médica, que ajustará a dose ao tipo e intensidade da dor ou ao esquema de desintoxicação/manutenção. A metadona tem longa meia-vida e efeitos variáveis entre pessoas, por isso a dose deve ser a menor eficaz.
Para a solução injetável, a administração deve ser feita por profissional de saúde com agulhas estéreis apropriadas.
Posologia (comprimidos 5 mg como referência):
- Dor — adultos: 2,5 a 10 mg por via oral a cada 6, 8 ou 12 horas, conforme avaliação médica; em tratamento crônico, ajuste conforme resposta.
- Dependência (desintoxicação) — adultos ≥18 anos: iniciar com 15 a 30 mg uma vez ao dia; dose sugerida máxima diária 40 mg salvo orientação médica; reduzir gradualmente quando indicado.
- Dependência (manutenção) — dose individualizada até 120 mg/dia, conforme necessidade do paciente e avaliação médica.
Para doses repetidas via parenteral recomenda-se intramuscular; aplicações subcutâneas repetidas podem causar irritação local. Não interrompa o tratamento sem orientação médica.
Como o Mytedom funciona
Mytedom® contém cloridrato de metadona, um opioide sintético que age no sistema nervoso central diminuindo a percepção e a resposta emocional à dor, com efeitos semelhantes à morfina.
A metadona atua em receptores do cérebro e medula espinhal, produzindo analgesia e sedação, e também é usada para atenuar sintomas de retirada em programas de desintoxicação. Quando tomada, pode ser detectada no sangue em cerca de 30 minutos, com pico entre 1 e 4 horas e efeito analgésico que pode durar de 8 a 12 horas; a excreção ocorre principalmente pela urina.
Contraindicações e advertências do Mytedom
Você não deve usar Mytedom® se tiver alergia à metadona ou a qualquer componente da fórmula, insuficiência respiratória grave, asma brônquica aguda sem monitorização ou suspeita/confirmada obstrução intestinal, incluindo íleo paralítico.
Cuidado especial é necessário em várias situações que aumentam riscos:
- Uso concomitante de benzodiazepínicos ou outros depressores do SNC — pode causar sedação profunda, depressão respiratória e óbito; evitar ou limitar e monitorar rigorosamente.
- Risco de dependência, abuso e uso inapropriado — pode ocorrer tolerância e dependência física/psíquica mesmo em doses adequadas.
- Depressão respiratória — risco maior no início do tratamento ou após aumento de dose; monitorização rigorosa necessária.
- Ingestão acidental — dose mesmo pequena pode ser fatal em crianças.
- Prolongamento do intervalo QT e arritmias — avalie risco cardíaco antes e durante o tratamento; não use em pacientes com síndrome congênita do QT longo ou histórico de arritmia grave sem avaliação cuidadosa.
- Gravidez, lactação, idosos, pacientes debilitados, insuficiência hepática/renal, distúrbios endócrinos e neurológicos — exigem avaliação, ajuste de dose e monitorização.
Informe sempre seu médico sobre outros medicamentos que usa e condições de saúde; não dirija ou opere máquinas se estiver sedado ou com prejuízo de atenção.
Efeitos colaterais do Mytedom (reações adversas)
Mytedom® pode causar depressão respiratória grave e outros efeitos potencialmente sérios; as reações mais frequentes incluem tontura, sedação, náuseas, vômitos, transpiração e delírio.
Reações relatadas por sistema de órgãos incluem:
- Cardíacas: arritmias, hipotensão, prolongamento do intervalo QT, taquicardia, síncope e, raramente, fibrilação ventricular e torsades de pointes.
- Neurológicas/psiquiátricas: sonolência, confusão, alucinações, mioclonia, convulsões e distúrbios psicóticos induzidos por opioides.
- Gastrointestinais: constipação, náusea, vômito, boca seca e dor abdominal.
- Endócrino/metabólico: hipocalemia, hipomagnesemia, hipoglicemia, alterações hormonais e hipogonadismo.
- Dermatológicas e alérgicas: prurido, erupções, urticária e, raramente, anafilaxia.
- Geniturinário/reprodutor: retenção urinária, redução da libido, alterações menstruais e espermatológicas.
- Respiratórias: edema pulmonar e depressão respiratória; em uso crônico, acidose respiratória relatada.
- Outros: dependência, tolerância e síndrome de abstinência neonatal em recém-nascidos de mães em uso prolongado.
Se notar efeitos adversos, comunique seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico; reações graves exigem atendimento médico imediato.
Interações medicamentosas do Mytedom
Muitos medicamentos e alimentos podem alterar os níveis ou efeitos da metadona; ajuste e monitorização são frequentemente necessários.
Principais interações e cuidados:
- Inibidores do CYP (ex.: eritromicina, cetoconazol, ritonavir, alguns ISRS) podem aumentar metadona e elevar risco de efeitos adversos — avaliar redução de dose.
- Indutores do CYP (ex.: rifampicina, carbamazepina, fenitoína, erva de São João) podem reduzir níveis de metadona e causar abstinência — pode ser necessária elevação de dose.
- Benzodiazepínicos e outros depressores do SNC — risco aumentado de sedação profunda, depressão respiratória e morte; usar com extrema cautela e monitorização.
- Agentes arritmogênicos ou que alteram eletrólitos — risco aumentado de arritmias; monitorar ECG e eletrólitos.
- Fármacos serotoninérgicos — risco de síndrome serotoninérgica; observar sinais e interromper se necessário.
- IAOs, agonistas/antagonistas opioides parciais, relaxantes musculares, diuréticos, anticolinérgicos e alguns antirretrovirais apresentam interações relevantes — ajuste e monitorização conforme avaliação médica.
- Grapefruit/toranja pode aumentar a biodisponibilidade por inibição do CYP3A4.
Informe seu médico sobre todos os medicamentos, fitoterápicos e alimentos que consome antes de iniciar metadona.
Mytedom na gravidez e amamentação
O uso de Mytedom® na gravidez requer cuidadosa avaliação risco-benefício (categoria C). Programas de manutenção podem associar-se a eventos adversos obstétricos e baixo peso ao nascer.
Não use durante o trabalho de parto para analgesia rotineira, pois opioides atravessam a placenta e podem causar depressão respiratória no recém-nascido. O uso prolongado durante a gestação pode causar dependência e síndrome de abstinência neonatal, que exige monitorização e tratamento específicos.
Na amamentação, a metadona passa ao leite em baixas concentrações, mas pode sedar o bebê ou causar depressão respiratória; avalie com seu médico e observe sinais no lactente. O desmame, se necessário, deve ser gradual.
Superdose e dose esquecida do Mytedom
Em caso de superdose, os sintomas surgem rapidamente e incluem miose, depressão respiratória, sonolência que pode evoluir para coma, hipotensão, apneia, bradicardia e risco de morte.
O tratamento visa restabelecer a respiração e suporte ventilatório; antagonistas opioides como naloxona ou nalmefeno podem ser usados, mas o efeito pode durar menos tempo que a metadona, exigindo doses repetidas ou infusão contínua. Monitorização rigorosa é essencial até estabilização.
Se esquecer uma dose isolada, retome o esquema normalmente; se esquecer doses sucessivas ou por mais de um dia, procure seu médico. Em caso de ingestão excessiva, procure socorro médico imediato e leve a embalagem; em caso de dúvidas ligue para 0800 722 6001.
Composição do Mytedom
Cada comprimido de Mytedom® contém cloridrato de metadona como princípio ativo: 5 mg ou 10 mg conforme apresentação. A solução injetável contém 10 mg/mL.
Excipientes dos comprimidos incluem sacarose, lactose, estearato de magnésio, celulose microcristalina, talco, polissorbato 80, dióxido de silício, croscarmelose sódica, amido de milho, laurilsulfato de sódio; o comprimido de 5 mg contém corante azul de indigotina. A solução injetável tem veículo estéril (cloreto de sódio, ajustadores de pH e água para injetáveis) e não contém conservante.
Atenção: contém sacarose e lactose em pequenas quantidades; não usar em pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose ou deficiência de sacarase-isomaltase; usar com cautela em diabéticos.
Como guardar o Mytedom
Guarde Mytedom® na embalagem original, protegido da luz e umidade, em temperatura entre 15 e 30 ºC. Não use após a data de validade indicada na embalagem.
O comprimido de 5 mg é azul claro, plano e sulcado; o de 10 mg é branco, plano e sulcado. Antes de usar, verifique o aspecto e, se houver alteração, consulte o farmacêutico. Mantenha fora do alcance das crianças.
Dizeres legais
III- DIZERES LEGAIS
Registro: 1.0298.0138
Farm. Resp.: Dr. José Carlos Módolo - CRF-SP Nº 10.446
Registrado e produzido por:
CRISTÁLIA - Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
Rod. Itapira-Lindóia, km 14 – Itapira - SP
CNPJ Nº 44.734.671/0001-51
Indústria Brasileira
SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente): 0800 701 19 18
VENDA SOB PRESCRIÇÃO.
Ou
USO SOB PRESCRIÇÃO.
Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 01/06/2026.
RM_0138_02-1
III – DIZERES LEGAIS (solução injetável)
Registro: 1.0298.0138
Farm. Resp.: Dr. José Carlos Módolo - CRF-SP Nº 10.446
Registrado por:
Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
Rodovia Itapira-Lindóia, km 14 – Itapira-SP
CNPJ N.º 44.734.671/0001-51
Indústria Brasileira
Produzido por:
Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
São Paulo – SP
SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente): 0800 701 19 18
VENDA SOB PRESCRIÇÃO.
Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 30/04/2026.
RM_0138_02-1
Venda sob prescrição médica.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 12/12/2025, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
Nunca se automedique. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. Em caso de dúvidas sobre este medicamento, fale com o farmacêutico responsável da Farmácias Nissei.
Medicamentos tarjados são vendidos somente mediante apresentação de receita médica, com retenção da receita quando exigido pela legislação.
As bulas podem ser atualizadas pela Anvisa a qualquer momento. Havendo divergência entre o conteúdo desta página e a bula que acompanha o produto, prevalece a bula em sua versão mais recente.