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Remédios Diuréticos
Os remédios diuréticos atuam no funcionamento dos rins e, por isso, são amplamente utilizados no tratamento de hipertensão, insuficiência renal e cardíaca, ao auxiliar na remoção de sódio do corpo.
O que são remédios diuréticos?
Um medicamento diurético atua principalmente no funcionamento dos rins, alterando a filtração e a reabsorção de água e sais, promovendo, assim, um aumento na produção de urina.
Além disso, esses medicamentos também podem ajudar na retenção de líquidos, mas devem ser administrados somente com orientação médica.
Para que serve o remédio diurético?
Os diuréticos são amplamente usados no tratamento de condições como hipertensão, insuficiência renal e cardíaca, pois, como vimos, aumentam o fluxo urinário e facilitam a eliminação de sódio do corpo.
Além disso, um diurético pode contribuir para diminuir a retenção de líquidos, pois ele age reduzindo a quantidade de fluido no sistema circulatório, levando à diminuição da pressão arterial e o alívio do inchaço causado pelo acúmulo de líquidos.
Quais são os remédios diuréticos?
Embora todos busquem reduzir a retenção de líquidos, os medicamentos diuréticos não agem da mesma forma. Atualmente, eles são divididos em três categorias principais:
1. Diuréticos de alça
Os diuréticos de alça atuam em uma parte específica dos rins chamada alça de Henle. Eles impedem que o corpo reabsorva o sal e a água que acabaram de ser filtrados, forçando a eliminação desses elementos pela urina.
Nesse processo, o medicamento também acaba bloqueando a recuperação de minerais importantes, como o magnésio e o cálcio.
Exemplos de diuréticos de alça: Furosemida e Bumetanida.
2. Diuréticos poupadores de potássio
São diuréticos que ajudam a eliminar sal e água, mas mantêm o potássio no corpo. Eles fazem isso de duas formas: bloqueando canais que permitem a passagem de sódio nos rins ou impedindo a ação de uma substância (aldosterona) no corpo que faz eliminar potássio.
Exemplos de diuréticos poupadores de potássio: Espironolactona e Amilorida.
3. Diuréticos tiazídicos
Os diuréticos tiazídicos agem bloqueando uma substância (ion transportador Na+CL-), que ajuda a transportar sódio e cloro nos rins, o que faz com que o corpo os elimine em maior quantidade.
Exemplos de diuréticos tiazídicos: Hidroclorotiazida e Clortalidona.
Diurético: contraindicações
O uso de diuréticos costuma ser contraindicado ou exige avaliação cuidadosa em algumas situações, como:
Insuficiência renal grave: especialmente quando os rins deixam de produzir urina, pois o medicamento pode aumentar a sobrecarga do órgão e favorecer efeitos tóxicos.
Pressão arterial muito baixa: a ação do diurético pode reduzir ainda mais a pressão e comprometer a circulação.
Desidratação intensa: o fármaco tende a aumentar a perda de líquidos e pode agravar o quadro.
Alergia a sulfas: alguns medicamentos da classe, como hidroclorotiazida e furosemida, possuem estrutura química semelhante às sulfonamidas.
Distúrbios eletrolíticos importantes: principalmente quando os níveis de sódio ou potássio já estão muito baixos.
Diurético: efeitos colaterais
Os efeitos variam conforme a classe do diurético, mas os mais comuns incluem:
baixa de potássio (causa cãibras e arritmias);
tontura;
hiperglicemia (aumento da glicose no sangue);
náuseas e vômitos;
disfunção erétil (tratamentos de longo prazo).
Existe um melhor horário para tomar diurético?
É comum administrar diuréticos pela manhã para que a pessoa urine mais durante o dia — quando tomado à noite, pode acabar interrompendo o sono.
Vale lembrar que é importante passar por uma consulta médica antes de administrar qualquer medicamento, além de seguir corretamente as orientações da bula.
Diferença de diurético: remédio vs. natural
Além dos fármacos, certos alimentos, chás e suplementos, também podem funcionar como diuréticos naturais. Confira abaixo as principais características de cada um:
1. Diuréticos naturais
Os diuréticos naturais, assim como os fármacos, aumentam a produção de urina e podem ajudar a diminuir o inchaço e a retenção de líquidos. Alguns exemplos incluem:
Café.
Salsa.
Hibisco.
Extrato de dente-de-leão.
Chá-verde.
2. Fármacos diuréticos
Por outro lado, os fármacos diuréticos são prescritos para eliminar o excesso de líquidos e sódio do corpo, agindo diretamente nos rins para estimular a produção de urina. Alguns exemplos incluem:
Hidroclorotiazida (Drenol®).
Furosemida (Lasix®).
Clortalidona (Higroton®, Hygroton®).
Bumetanida (Burinax®).
Tire suas dúvidas sobre diuréticos
Para complementar as informações apresentadas anteriormente e te ajudar a compreender melhor o funcionamento dos medicamentos diuréticos, respondemos a seguir às principais dúvidas sobre eles. Confira:
1. Quem tem problemas renais pode usar diurético para pressão alta?
Ele pode ser utilizado em alguns casos, mas sempre com acompanhamento médico. Em pessoas com problemas nos rins, esses medicamentos às vezes fazem parte do tratamento da hipertensão, porém exigem avaliação cuidadosa.
Certos diuréticos podem elevar o potássio no sangue, enquanto outros tendem a perder efeito quando a função renal está muito comprometida. Por isso, a dose e o tipo de fármaco devem ser ajustados conforme a taxa de filtração dos rins.
2. Um medicamento diurético precisa de receita para ser adquirido?
Sim, no Brasil, os diuréticos fazem parte da categoria de medicamentos que só podem ser adquiridos com prescrição médica. O uso sem orientação profissional não é recomendado, pois esses fármacos interferem no equilíbrio de eletrólitos e também podem impactar o funcionamento do sistema cardiovascular.
3. Devo usar um remédio diurético para emagrecer?
Não. Esses medicamentos atuam estimulando a eliminação de água e eletrólitos pela urina, e não a redução de gordura corporal. Por isso, a queda no peso observada na balança costuma ser apenas momentânea e está relacionada à perda de líquidos. Assim que o organismo se reidrata, o peso tende a voltar ao normal.
Além de não promover emagrecimento real, o uso de diuréticos com esse objetivo pode trazer riscos à saúde, como desmaios, cãibras musculares e alterações no ritmo cardíaco.
4. Grávida pode tomar diurético?
De modo geral, o uso não é recomendado. Isso porque esses medicamentos reduzem o volume de sangue no corpo da pessoa gestante, o que pode prejudicar o fluxo sanguíneo para a placenta.
Como consequência, a entrega de oxigênio e nutrientes essenciais para a criança pode ser comprometida. Por isso, o uso só ocorre em casos raros e graves, sempre sob rígida supervisão médica em ambiente hospitalar.
5. Qual diurético pode causar hiponatremia?
A hiponatremia, caracterizada pela redução do sódio no sangue, está mais frequentemente associada ao uso de diuréticos tiazídicos (hidroclorotiazida, clortalidona, etc.).
Esse efeito pode ocorrer porque esses medicamentos aumentam a eliminação de líquidos e alteram o equilíbrio de eletrólitos no organismo. Pessoas idosas tendem a apresentar maior risco para essa alteração, por isso, o acompanhamento médico é essencial durante o uso desse tipo de fármaco.
6. Qual o melhor remédio diurético para desinchar?
Na verdade, não existe um único medicamento que seja o melhor diurético para todos os casos de inchaço — o que há é o medicamento mais adequado para cada caso específico.
Por isso, é importante obter uma prescrição médica antes de começar a usar qualquer medicamento, incluindo os diuréticos. A automedicação pode ser perigosa e levar a efeitos adversos sérios!
7. Onde comprar medicamentos diuréticos?
Com a receita médica em mãos, nas Farmácias Nissei, você encontra uma ampla variedade de diuréticos — ideais para auxiliar no tratamento da retenção de líquidos ou controle de pressão arterial.
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MEDICAMENTOS DEVEM SER USADOS SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. SEU USO PODE TRAZER RISCOS. LEIA A BULA. EM CASO DE DÚVIDAS, PROCURE ORIENTAÇÃO MÉDICA OU FARMACÊUTICA. NA PRESENÇA DE ALGUM SINTOMA, REALIZE UMA CONSULTA MÉDICA.